.

Mostrando postagens com marcador Cult (Linguagem). Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cult (Linguagem). Mostrar todas as postagens

Diafragma: Dê Olho na qualidade das fotos

4 de jun. de 2012

O diafragma é um dispositivo interno, que regula a abertura de um sistema óptico da câmera. 

Seu funcionamento é parecido com a íris do olho – quando há muita luz ela se fecha; e com pouca luz, se abre. Localizado dentro da lente fotográfica, mais conhecida como objetiva, o diafragma é composto por várias lâminas sobrepostas, que por meio de uma regulagem (manual ou automática), determina a intensidade de luz que terá a imagem capturada.

Abertura – ‘f’ é o símbolo que mostra qual é a abertura do diafragma, isto é, a fração da distância focal da lente. Por exemplo, f/2 significa que o diâmetro da abertura é metade da distância focal; e f/8 é um oitavo da distância focal. Assim, quanto menor o número após o ‘f’ maior será a abertura do diafragma. Com isso, vale lembrar que a luminosidade diminui conforme há o aumento da distância focal.

Tabela de abertura completa: f/1 – f/1.4 – f/2 – f/2.8 – f/4 – f/5.6 – f/8 – f/11 – f/16 – f/22 – f/32 – f/45 – f/64.

A gama de aberturas disponíveis em sua câmera vai depender da lente que você está utilizando. Em câmeras compactas, o normal é que essa tabela de abertura vá de f/2.8 até f/22. Em câmeras profissionais, além das opções de abertura já citadas, há ainda opções intermediárias que vão de f/1.2 até f/55.

Agora entenda para que serve cada abertura:

Grandes aberturas (f/1 até f/2.8) – podem ser utilizadas quando você quiser desfocar o plano de fundo da imagem (deixando o fundo com um aspecto embaçado ou desfocado).


Aberturas médias (f/2.8 até f/11) – essas aberturas são utilizadas, principalmente, quando se quer conseguir uma melhor resolução.

Aberturas pequenas (f/11 até f/64) – essas aberturas podem ser usadas em ocasiões em que há muita luz ou se quer dar um aumento da profundidade de campo. Geralmente aberturas acima de f/22 existem apenas em lentes como as teleobjetivas ou objetivas macro.




E abertura máxima, o que é isso? 

Objetivas são geralmente designadas, e valorizadas, de acordo com a sua abertura máxima, ou seja, a abertura mais ampla que apresentam. 

Normalmente conhecida na própria nomenclatura - 50mm f/1.4 ou 300mm f/5.6 - a abertura máxima é uma importante medida que indica se uma objetiva é rápida ou não. Em outras palavras, mede a capacidade de captura de luz que ela possui, muito importante para fotógrafos que trabalham em condições precárias de iluminação. 

Os modelos zoom, devido à complexibilidade de construção, podem apresentar aberturas máximas variáveis, de acordo com a distância focal selecionada. Assim, uma 100~300mm f/4-5.6, por exemplo, informa que a abertura máxima em 100mm até 180/200mm é f/4, enquanto se estiver de 210mm a 300mm, aproximadamente, é f/5.6. 

Muito bem, agora que você já sabe para que serve e como funciona a abertura do diafragma, chegou a hora de colocar em prática o que aprendeu. Pegue sua câmera e teste as diferentes aberturas em uma mesma cena. E fique atento, pois no próximo post o assunto será o obturador e suas velocidades.




Modo Raw

21 de mai. de 2012

Por padrão, todas câmeras digitais produzem imagens no formato JPEG. Com isso os arquivos são menores (e você pode colocar mais fotos no cartão de memória).
O que acontece na câmera digital no exato momento da exposição é um processo físico envolvendo sensores fotossensíveis, que ao receberem luz irão gerar energia elétrica. 
Tanto os sensores CCD (coupled-charge device – dispositivo de carga acoplada) quanto CMOS (complementary metal oxide semiconductor - semicondutor de óxido metálico complementar) funcionam dessa mesma forma.

Cada um dos milhões de pixels que compõem o sensor recebe – quando o botão é pressionado – uma quantidade de luz e a partir disso, gera um sinal que será enviado a um processador. 
Em frações de segundo, este processador interpreta os sinais enviados por cada pixel, e cria um mapa de todos os pontos. Esse mapa é a imagem obtida pelo sensor. 
Na maioria das câmeras, durante a interpretação dos dados enviados pelos pixels, o processador da câmera já aplica também diversos filtros e efeitos no mapa, gerando uma foto previamente tratada. Quando isso ocorre, o arquivo criado é normalmente salvo em formato JPEG.
O arquivo sofre uma compressão!
A compressão JPEG é “lossy”, ou seja, perde-se qualidade de imagem quando ela é gravada. Para um usuário doméstico a diferença é mínima, mas os profissionais não podem admitir nenhuma perda.

É aí que entra o RAW!

Um formato que simplesmente grava todas as informações do sensor de imagem em um arquivo sem qualquer forma de compressão, tratamento ou processamento. 
O nome vem da palavra em inglês para “cru”, pois é exatamente isso que acontece. 
A imagem é processada de nenhuma forma.


RAW fornece imagens de qualidade muito superior.
Ao invés de uma imagem JPEG que foi criada no processador da câmera, o arquivo RAW é um banco de dados enorme, contendo toda a informação captada pelos milhões de pixels do sensor da câmera, sem nenhuma alteração. 
Com isso, você pode aplicar todo o tratamento descrito ali em cima no seu computador, que é muito mais potente que o processador da câmera.

É bom lembrar que nem todas as câmeras podem fotografar em RAW, somente as semi-profissionais e profissionais costumam ter essa opção. 
Muitas DSLRs e algumas câmeras point-and-shoot mais sofisticadas permitem fotografar em RAW, o que dá aos usuários muito mais controle sobre a imagem durante o processo de edição, mas também signitica que o tamanho dos arquivos será muito maior. 
Não existe uma convenção de qual é a extensão de um arquivo RAW, por isso você vai encontrar várias diferenciadas pelo fabricante do equipamento: a Canon, por exemplo, utiliza a extensão .crw ou .cr2, a Nikon utiliza a extensão .nef ou .nrw. 
Confira todas as extensões em: formato RAW na Wikipedia (EN)




Vantagens:
- Qualidade: a qualidade do RAW é indiscutivelmente maior.
- Para criação de HDRs é interessante fotografar em RAW para resultados ainda mais realistas e de qualidade
- Editabilidade: editar um foto em RAW é maravilhoso, pois quase não perde-se qualidade. Você poderá editar, por exemplo, o balanço de branco utilizado na hora da foto, sem perda nenhuma de qualidade: isso acontece porque você não está editando “meros pixels” e sim o negativo da foto. Mexer na exposição e na recuperação de pontos estourados de luz também fica muito mais fácil quando se fotografa em RAW.


Desvantagens
- Tamanho: o tamanho do arquivo é incrivelmente maior do que um arquivo em JPEG. Um arquivo RAW tem em média 3x o tamanho de um JPEG na máxima qualidade.
-  O controle sem perda de qualidade é diretamente proporcional ao tamanho, bem maior, que a foto "crua" vai ocupar em disco
- Velocidade: por ser um arquivo grande demora mais para ser processado na câmera.
- Necessidade de Pós produção: o arquivo RAW não é uma imagem por si só, para visualizar é necessário um aplicativo. Na hora de imprimir, divulgar ou subir na internet você vai precisar transformar esse arquivo em um formato mais amigável como o JPEG, TIFF ou PNG.

Até a próxima semana!

Fontes de pesquisa:
http://www.tecmundo.com.br/imagem/2815-o-que-e-o-formato-de-imagem-raw-.htm
http://www.guiky.com.br/2009/10/page/8
http://clubephoto.blogspot.com.br/2010/06/fotografia-em-raw-o-negativo-digital.html








Ponto de vista e Composição na fotografia

23 de abr. de 2012


Se você pedir para 10, 100, 200 pessoas tirarem a foto de uma mesma paisagem, local, produto, você terá 100 fotos diferentes, sabe porque?

Cada uma dessas pessoas irá relatar um ponto de vista - mais perto, mais longe, observação da direita, de cima, de baixo .....

O ponto de vista será extremamente importante no resultado final
A composição da foto faz todo o diferencial!

A composição fotográfica é a arte de encontrar um ponto de vista a partir da câmara que coloque todos os elementos do motivo em posições visualmente estimulantes dentro do enquadramento. 

Uma alteração, mesmo mínima, do ponto de vista, pode alterar de forma drástica o equilíbrio e a estrutura da foto.
Andar, observar, afastar-se da cena .... tornam-se movimentos imprescindíveis para escolher a melhor visão, a melhor luz e o efeito que deseja observando todas as variações.

Deixe a preguiça de lado e controle a ansiedade de terminar logo a foto.

Parece óbvio e simples alguns pontos que vou tratar abaixo, porém na prática algumas são dicar para enriquecer o seu ponto de vista.


1) A importância visual ao objeto a ser fotografado é importante. Temos que tomar cuidado com a poluição que pode ocorrer em uma composição.





A composição é tanto sobre o fato de excluir itens como de os incluir. Recortar o plano de fundo tem duas finalidades. Em primeiro lugar, elimina objetos ou fundos indesejados e que distraiam.
Em segundo lugar, permite-lhe preencher o enquadramento com o motivo principal.

2) Fotos tiradas na altura de nossos olhos mostram o mundo como já vemos e por isso as deixam menos atraentes.
A primeira foto foi tirada da altura de que a cachorrinha (Pitty) é vista. Na segunda utilizando a vista frontal ela foi tirada com a noção de profundidade de campo.


Quando surgir uma oportunidade para se tirar uma fotografia, pare um segundo para levar em consideração o seu ponto de vista.

3)  As fotografias ficam muito melhor com escala e profundidade. Um modo de ultrapassar isto é adicionar interesse à imagem, é utilizando um motivo em primeiro plano.





Um  motivo de primeiro plano, irá acrescentar uma maior profundidade e produzir uma cena mais dinâmica.


4) Regra dos Terços
Antes de tirar uma foto, imagine que a área da fotografia esteja dividida simultaneamente em 3 terços verticais e horizontais, isto é, trace três linhas paralelas imaginárias no sentido horizontal e no sentido vertical da fotografia. 


As interseções destas linhas imaginárias sugerem 4 opções para a colocação do centro de interesse para uma boa composição. 
Claro que a opção depende do assunto e como o fotógrafo quer que ele seja apresentado. 
Geralmente as fotos com assuntos centralizados tendem a ter uma característica mais estática e menos interessante do que fotos com o assunto fora do centro. 
O que fazer?
Primeiro: considere a direção do movimento dos assuntos e deixe um espaço na frente, dentro do qual possam se movimentar. 
Depois aplique a orientação da regra dos terços na colocação da linha do horizonte em sua foto, pois a linha do horizonte dividindo a foto ao meio, dá uma sensação de estática. 
O mesmo vale para assuntos verticais. 


Até a próxima semana!

O miado como discurso (ou o ponto de vista do gato)

16 de abr. de 2012
Linguagem é quase sempre ligada a fala ou aos homens, mas para a estréia da categoria quem dá a letra é um gato (ou dois se considerarmos a minha pessoa).

Pois é, foi apartir de uma idéia meio maluca de seus donos que Cooper, um gatinho de 6 anos, começou a fotografar. O experimento era basicamente constituído por uma câmera no pescoço do bichano que a cada 2 minutos disparava uma foto. O que surgiu como uma brincadeira, virou coisa séria, Cooper já tem diversas visualizações em suas fotos e duas exposições no currículo.

As fotos são, em sua maioria, de outros animais, esconderijos e da vizinhança onde o felino vive. A idéia dos donos, Michael e Deirdre Cross era conhecer melhor os hábitos do companheiro de quatro patas, mas acabaram se deparando com fotos muito interessantes. Coopes, além das exposições, dos diversos acessos, livros e diversas publicações, vende suas fotos pela internet, pelo valor de até U$500.

E foi atravez de suas fotos que Cooper conquistou uma entrada própria para a casa. Os donos notaram que o gato fotografava muitas vezes a porta dos fundos, pois sempre estava aguardando alguém abrir para que ele pudesse entrar, imediatamente instalaram uma portinha para o animal.

É importante perceber que a fotografia serve tanto para nos expressarmos, quanto para mostrarmos nossas necessidades, desejos, vontades e sonhos. Como dizem "uma imagem vale mais do que mil palavras" e para Cooper, valeu uma porta de entrada, para casa e para as galerias.

Eai!? Será que o Gato leva jeito para fotógrafo?


Lançamento do Livro de Cooper: Photographer Cat

Fotos de Cooper:

Fonte:
http://www.photographercat.com


Fique Ligado na Programação do Blog

5 de abr. de 2012
Quer saber o que os Niépce´s estão aprontando em primeira mão?


2a. 


3a.


4a.


5a. 


6a.